quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cartas

Certo dia, revirando certas cartas, me deparei com um certo envelope lacrado.
Branco. Branco como as nuvens feitas de algodão, tão branco que chegou a ser adorável apenas estar ali olhando-o.
Meus longos dedos não se conteram, dentro deveria de haver algo ainda mais magnífico que aquele humilde e ao mesmo tempo contemplavel envelope, com os olhos vidrados, ao abri-lo um pergaminho que à tanto não via, estava ali, solitário na forma de um coração.
Meus olhos vasculharam-no com urgência, lendo o que dizia.

                      Querida Mary,
Espero que esteja lendo minha carta logo após recebe-la.
Encontrei o que tanto sonhei em lhe dar.
Entrei em uma pequena loja de anjos, sim querida, eles tinham assas esplendorosas e auréola na cabeça, eram tão mais magníficos que aqueles de L. da Vinci, claro que eram, pois eram meus anjos.
Com tudo, eles me deram seu presente, olhe bem dentro de seu coração. Estará-lá.
Desculpe ter esquecido de lhe dizer o que são... sim, sim, não é só um não querida, pois bem, aqui estão eles:
-Uma pitada de amor;
-Tres folhinhas de paz; 
-Uma sementinha de fé para plantar;
-Um montão de saude;
-Um pote de felicidade;
E o mais importante, não perca por nada deste mundo meu bem.
-Esperança.


Espero que aproveite bastante seu presente querida, é de tecnologia inovadora! 
Você os tem e quem ama também!


      Com muito amor de seu Pai do Céu.


Depois de dobrar a carta nas mãos grandes, soube que sempre estive com meu presente, apenas não sabia onde encontra-los e a resposta é certa, dentro de um envelope, baú, caixinha, órgão, seja o que for eu conheço pelo nome de coração...



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