quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A festa do Aniversário

Obrigada por tudo que não me fez.
Andei perdida no tempo, com o estomago cheio de borboletas e uma nuvem cinzenta que insistia ficar morando aqui. Bem em cima de mim.
Dei boas vindas a ela. Com uma televisão barata, um copo vasio de qualquer coisa e quando a chuva pairou sobre minha cabeça, simplesmente sorri dando boas vindas tomando um banho na calçada. A televisão apagou e logo o copo se encheu, ouvi um vizinho gritar que a casa pegava fogo!
Que beleza!
Uma certa pessoa, que não era qualquer um, me estendeu a mão, e me deu um sofá, logo me jogou uma toalha velha, mas limpa, coisa que eu não via á tempos, e quando o chuveiro ligou magicamente despejando voluntariamente água quente sobre meu corpo, já estava satisfeita, lembrando que nunca ninguém havia feito isto por mim.
Foi ai que um doce grito encantador encheu meus ouvidos: A ceia querida, está pronta, venha logo!
Sim, era noite de Natal, e por tempos seria minha primeira refeição, até um pão duro ou migalhas seriam uma grande honra, mas ao chegar á humilde sala de jantar, e ver a velha mesa de madeira coberta por uma deliciosa comida, me lembrei.
O grande menino nasceria, e havia sido ele quem me dera o presente.
O próprio aniversariante me dando o melhor presente de todos, uma família, uma mesa farta, o delicioso banho, uma teve barata que não foi levada pela chuva abençoada, e uma mãe para me abraçar e me ensinar a orar.
Aquele dia, eu havia aprendido algo, e ao olhar pela pequena janela aberta na sala, a estrela, não qualquer uma, mas aquela estrela cadente, a mais bonita, a mais bela, a minha estrela cadente, havia passado na promessa de um renascimento, de uma vida, uma vida que independente de onde estivesse com a minha nova família, seriamos felizes, porque ao me sentar diante da mesa, fechar os olhos, respirar fundo sentindo o “cheirinho de amor” que dançava no ar, eu agradecia e me lembrava de você, que não estendeu a mão com uma pequena moeda para mim, porque você não tinha tempo de achá-la no bolso, não me convidou para a festa de Natal, porque seu vinho é importado, não me dera uma toalha velha, porque as suas são novas, não me ofereceu seu sofá com uma televisão, porque você tem uma verdadeira tela de cinema e no seu conceito o sofá é muito fofo para alguém como eu, você não me deu uma família que tem “cheiro de amor”, porque não conhece o amor, não me deu um mero presente, não porque os seus sejam melhores, mas porque presente maior do que aquele que ganhei, somente alguém como aquele menino poderia me dar...
Agora entenda que lhe agradeço, porque tenho tudo aquilo que você não tem, e conheço algo poderoso que no natal ganhei.

PS: eu poderia lhe ensinar...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Sábio não é aquele que fala, mas sim aquele que escuta e aprende com aquilo que se foi dito, pois o único tesouro que jamais pode ser roubado é a própria sabedoria, pois até mesmo o amor pode ser roubado desta vida.
Nada como saber amar...".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cartas

Certo dia, revirando certas cartas, me deparei com um certo envelope lacrado.
Branco. Branco como as nuvens feitas de algodão, tão branco que chegou a ser adorável apenas estar ali olhando-o.
Meus longos dedos não se conteram, dentro deveria de haver algo ainda mais magnífico que aquele humilde e ao mesmo tempo contemplavel envelope, com os olhos vidrados, ao abri-lo um pergaminho que à tanto não via, estava ali, solitário na forma de um coração.
Meus olhos vasculharam-no com urgência, lendo o que dizia.

                      Querida Mary,
Espero que esteja lendo minha carta logo após recebe-la.
Encontrei o que tanto sonhei em lhe dar.
Entrei em uma pequena loja de anjos, sim querida, eles tinham assas esplendorosas e auréola na cabeça, eram tão mais magníficos que aqueles de L. da Vinci, claro que eram, pois eram meus anjos.
Com tudo, eles me deram seu presente, olhe bem dentro de seu coração. Estará-lá.
Desculpe ter esquecido de lhe dizer o que são... sim, sim, não é só um não querida, pois bem, aqui estão eles:
-Uma pitada de amor;
-Tres folhinhas de paz; 
-Uma sementinha de fé para plantar;
-Um montão de saude;
-Um pote de felicidade;
E o mais importante, não perca por nada deste mundo meu bem.
-Esperança.


Espero que aproveite bastante seu presente querida, é de tecnologia inovadora! 
Você os tem e quem ama também!


      Com muito amor de seu Pai do Céu.


Depois de dobrar a carta nas mãos grandes, soube que sempre estive com meu presente, apenas não sabia onde encontra-los e a resposta é certa, dentro de um envelope, baú, caixinha, órgão, seja o que for eu conheço pelo nome de coração...



Lembra.

Uma lembrança vale outro, tão especial e sem igual que só você se lembra, uma longa história pra se contar...
Aquela história da infância, da mocidade, da juventude, nem que seja de ontem, lembranças, todo mundo tem...
Coisas simples nos faz lembrar de um tempo bonito, contos de fadas de quando era pequeno nos faz querer escrever histórias, uma linda festa de seu aniversário  nos dá aquele desejo de comer docinho, uma musica de infância nos lembra os palhaços do circo, quando me lembro dos velhos sorrisos com aquela amiga especial outro se forma em meu rosto, as brincadeiras de palmas me faz aplaudir o passado, a boneca na caixa de quando trocava roupinhas me faz transparecer de felicidade, aquele beijo roubado me deixa vermelha ainda hoje, tantos motivos pra lembrar do passado, ele te faz sorrir quando se lembra das brincadeiras, das flores cheirosas que levava à mamãe.
Deixe me contar uma história, mostrar um lugarzinho que guardo minhas lembranças, uma pitadinha da essência de felicidade.
Ah! Essa história começa com aquela frase mágica que desde pequenina escutei.
“Era uma vez...” 

domingo, 21 de novembro de 2010

60 minutos.

Sessenta minutos para partir.
Estar partindo é mais do que apenas dizer adeus e mais que dolorido, dolorido, até se partir, até aceitar que o tempo, correu, com todos os detalhes num turbilhão, como se fosse contado por grãos de areia sem se quer parar por um instante, caindo, esvaindo-se do lado de cima da ampulheta, e por mais que eu tivesse tentado troca-la de lado, a areia nunca parava da cair, e agora o tempo esgotou-se.

Simples assim, ele veio ao meu ouvido e me contou: "A areia acabou meu caro amigo, ora de ir!".
O relógio atrasado tantas vezes para aqueles compromissos chatos, não poderá ser atrasado neste instante, por mais que você gire e gire seus ponteiros, pois o tempo nunca se atrasa, somos nós que o fazemos sem ao menos sabermos ou vermos, ele passa rápido até mais que um raio. Como? ele acaba de passar, o presente nunca existiu, sempre será passado, rápido de mais, você viu?
PASSOU.
Não sei, mas sinto que a saudade vai apertar em meu estreito peito e que quero ainda mais agora ficar.
Mas que tempo egoísta, ele nunca vai voltar, te dá um instante de felicidade, para no outro lhe arrancar, pois já passara.
Partir parece triste, mas gostaria de sorrir, gostaria de escutar aquela musica, de comer chocolate, de inundar o pulmão com o cheiro da dama-da-noite, de olhar as estrelas, de nadar no imenso azul do mar, mas não se há tempo.
Hora de ir, hora de partir, hora de ligar para os amigos e dizer: "TE AMO".
Rir, quando ele chorar e em mais algumas palavras confortá-lo.
Não sinta medo por mim, pois o tempo foi justo. Ele me deu momentos preciosos para lembrar e junto sorrir.
Quando fechar meus olhos, não chore de tristeza, apenas sorria , porque os momentos foram bons e daqui para frente, conte o que eu fiz, leia o que escrevi, ensine o que lhe ensinei, o tempo parecerá injusto contigo também e bondoso em lhe dar mais sessenta minutos para deixar mais uma marca, e que essa marca seja então um lindo sorriso, antes da verdadeira partida. Aquela que espero ser minha nova vida...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ida de uma zebra para Las Vegas.

   "-...Estou no meio de um jogo.
Depois disto ele me ignorou totalmente. Comecei a falar com as pessoas e descobri que não era fácil. Elas estavam grudadas na tela da tevê ou no videogame ou na comida ou no que fosse. Achei um cara que disse que era 1986. Outro cara me disse que era 1993. Todos alegaram não estar ali há muito tempo, alguns dias, algumas semanas no máximo...
   Então me ocorreu: havia quanto tempo eu estava ali? Pareciam apenas algumas horas, mas seriam mesmo?
   Tentei lembrar por que estávamos ali...
   Precisava impedir... a terceira Guerra Mundial."


                         (O Ladão de Raios.)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma gota, uma lágrima.

~~
Aquela que transparece tua alma,
brilha como estrelas,
escorre pela face morena,
mostrando o que há dentro de teu coração...
Uma lágrima pelo mundo destruido;
Uma lágrima pelo tempo passado;
Uma lagrima pelos sonhos mortos;
Uma lágrima pela derrota da paz;
Uma lágrima pelo gatilho puxado;
Uma lágrima pelo ódio plantado;
Uma lágrima faz.
Te faz sentir a dor que existe naquela guerra de todos os dias,
 no mal que parece reinar sobre as pessoas.
Para isso acabar?
Uma lágrima de felicidade deve brotar.
Chore porque ama intensamente,
Chore porque teu sorriso não sai do rosto,
Chore por aquele beijo especial,
Chore pelas palavras doces,
Chore porque tem saudade quando se lembra de tempos passados,
Chore porque seja qual for o motivo, sempre será sincero e verdadeiro.
E no fim, enchugue cada lágrima que deslizou por teu rosto silenciosamente
e então sorria,
porque apenas chorar não vale apena...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A long time...

"Elizabeth. Elizabeth!
Abra os olhos. Acorde. Mostre à eles que ainda vives!"
Triste senhora louca, gritava palavras desesperadas à menina morta, vossa angustia sufocaste vossa garganta e encharcara os silhos longos juntamente da face rosada. Coração partido, um pedaço que se fora com vossa pequenina, a pequenina de olhos verdes, cabelos longos cacheados como ouro, nascida com um mal desconhecido, deixavas por onde quer que passasse sorrisos, alegria, um toque de vossas mãozinhas descoloridas pela doença que à levou tinha o poder de confortar o coração, e vossa alma pura transparecia pelos olhos bondosos juntamente das inocentes palavras que sempre dançavam em vossos lábios, doce, lindo anjo e o tempo de vossa vinda à terra dos mortais havia-se acabado. Era ora de  ensinar os homens de espadas, que as trombetas poderiam ser tocadas, guerra encontrar fim, fúteis homens amarem-se.
Assim, iniciar nova vida após o terrível sofrimento, fora como fora, do passado apenas os riscos de tinta de longas penas deveriam ser guardadas, para jamais repeti-se a desumanidade que nesta terra fora feito. 
A partir de tal instante, de tal situação, pequenas sementes deveriam ser plantadas nos corações amargurados, a pequena semente que traz gigantes frutos, aquela ao qual conheço pelo nome de fé... 
Hoje em dia, à corações metalizados, porém não esqueças, não há mal que seja eterno, não há pedra que não gaste com o tempo, não há guerra que não acabe, mas há algo que será para sempre...

A pequena garotinha jamais acordou do profundo sono, mas vossa história permanecerá.
Neste mesmo momento de baixo da leve chuva sobre o por-do-sol, enquanto o arco-íris brilha no céu, ouço as trombetas tocarem e sonho com o futuro. Este é vós que faz.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sol & Lua


Enquanto abria os olhos, o mundo mudava.

O sol trocava seu papel com a lua e as estrelas, o brilho quente, pela noite belíssima, os raios alaranjados, pelo manto prateado, mas era tão egoísta, que jamais poderia viver apenas no espetaculo das estralas, ela queria poder sentir o aconchego do sol,  e o romance da lua, ela queria poder tocar no fogo e no gelo, descobrir a sensação do vento tocando seus rosto com leveza enquanto a congelava embaixo da estrelas, e saber a sensação de mergulhar nos raios de primavera... Os dois ela teria desde que ela pudesse abrir os olhos e viver cada desejo, cada emoção, cada sentimento, sem importar se não entendesse, sem se importar em sentir todos ao mesmo tempo, apenas sonhar não era tudo, pois a noite não é apenas o aconchego da cama quente e a criação dos sonhos, era mais uma forma de viver, amar, e sentir, de ser uma estrela brilhando lá no céu...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Start

    Só para começar...
Toda história tem um começo, meio, e fim.
O começo é empolgante e você logo quer ver o fim, mas as alternativas para um fim são imensas.
Andei pensando em como as pessoas fazem a história de suas vidas, algumas realmente seguem um padrão, outras, cavam um buraco cada vez mais fundo, e ainda vejo aquelas que tentam todas as alternativas, aprendendo quando erram, mas se olhar direito, todos caminham numa mesma direção, evolução? tecnologia?
Também, mas não vejo apenas uma pessoa que não busque o amor, que pode ser encontrado de tantas maneiras. O amor platônico, materno,  companheiro, amigo, grato, divino... e tantos outros, porque amar não é só ficar agarradinho no sofá assistindo "Um amor para recordar", é também estender a mão quando se cai, é enxugar aquela lágrima amarga que escorreu pelo rosto, é dividir o ultimo biscoito do pacote, e abraçar forte quando se reencontra, é empurrar a cadeira de rodas na subida e muitas vezes ensinar a andar... Amor é doar-se para aquela pessoa especial aquela que tira um sorriso de seus lábios com pequenos ou grandes decisões, o simples gesto. E é ai que a história começa, quando essa metade, é encontrada...